Ponto da situação do tema ISV, CO2 e importados usados

Nesta página: faço o ponto da situação da questão do ISV e do desconto da idade não aplicado à componente ambiental - última actualização em Dezembro de 2019.

Resumo

Este texto é alterado sempre que haja notícias, de forma a reflectir os efeitos dessas notícias. É natural que leia este texto hoje e daqui a 15 dias já esteja diferente - está em constante actualização.

À data de hoje, não se sabe se o ISV vai baixar nos usados importados, por causa do não desconto aplicado à componente ambiental, seja em 2020 ou nos anos seguintes.
Não há qualquer dado concreto ou informação factual nesse sentido, apenas existem sinais e hipóteses.
Existem alguns processos que poderão obrigar o estado a mudar a fórmula de cálculo, e com isso baixar o ISV a pagar mas, ainda estão em curso e não deverão estar concluídos tão cedo.

A Comissão Europeia deu no final de Novembro de 2019 o prazo de um mês ao governo português para alterar a legislação.
Alguns dias depois, o governo apresentou a Proposta de Orçamento de Estado para 2020 e nela não fez qualquer alteração à forma como o ISV é calculado, como deveria ter feito se fosse sua intenção alterar a legislação.
A confirmação oficial de que o governo mantém a sua posição surgiu poucos dias depois.
Assim, é de esperar que em Janeiro de 2020 a Comissão Europeia anuncie que irá levar Portugal ao Tribunal de Justiça da UE. No entanto, essa medida não deverá ter qualquer consequência de efeito imediato, como explico mais abaixo.

Ao mesmo tempo, existem algumas acções em tribunal em Portugal cujas decisões foram recorridas pela Autoridade Tributária para instâncias superiores mas cujo resultado, na minha humilde opinião, também não será conhecido a curto prazo - pessoalmente, não espero notícias destes casos num prazo de 6 meses a 1 ano ou mais.

É preciso sublinhar que mesmo depois de se dar o facto que obrigue o governo a mudar a legislação, a existir, por princípio, a alteração da legislação só pode ser feita duas vezes por ano, para entrar em vigor no início do ano ou a meio. Quer isto dizer que acontece isoladamente numa qualquer altura do ano para entrar em vigor em Julho (como foi em 2007) ou no Orçamento de Estado para entrar em vigor no ano seguinte. Não tendo ainda em conta quaisquer atrasos que possam ocorrer, como aconteceu com a mudança do IUC nos importados usados, que devia ter sido aprovada em Julho e apenas o foi em Setembro.

Assim, face ao exposto acima, não perspectivo qualquer mudança nesta situação pelo menos durante 1 ano - na minha opinião, não espere mudanças antes de 2021.

Por outro lado, sou da opinião de que, dentro dos sinais que percepciono e da perspectiva do estado, a receita fiscal do ISV é para manter, se tiver que descer de um lado (importados usados e CO2), terá que subir noutro lado qualquer.
Como isso será alcançado é a grande questão - aumento das taxas, alteração dos escalões, penalizações, migração da receita para outro imposto (IUC, ISP)? Não se sabe, daí que acho que, nesta altura, é pouco sensato adiar decisões - as mudanças tanto podem ser boas como podem piorar a situação existente.

Em Março de 2020, numa entrevista, o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais deu mais algumas pistas do que vai acontecer a médio prazo.
Nas palavras do próprio:

Queremos evoluir o nosso sistema de tributação automóvel e este ano (2020) vamos designar um grupo de trabalho para fazer um estudo mais aprofundado, tendo em conta também aquilo que é a realidade europeia.

A tributação automóvel tem que se deslocar daquilo que é a propriedade do veículo para a utilização da viatura. É esta alteração que deve ser equacionada de forma a induzir comportamentos.

(...)

Mas, repito, é importante que a realidade da tributação automóvel seja vista mais na perspectiva da utilização, do que propriamente na perspetiva da aquisição ou da propriedade. E isso seguramente que será feito.

Ou seja, em 2021 ou 2022, o IUC e ou o ISP poderão aumentar, e o ISV poderá manter-se ou baixar. Não sei até que ponto é possível subir mais o ISP, uma vez que este já representa 70% dos 60%~70% (média) que compõem a parcela de impostos (ISP e IVA) do combustível, sendo Portugal o país da UE de "segunda linha" que mais taxa os combustíveis.

A partir daqui tento explicar toda a situação e o respectivo enquadramento.

Textos relevantes:

Cronologia:

A minha opinião

O valor de ISV cobrado em 2018 chegou quase aos 800 milhões de euros.

Infelizmente, não há dados públicos sobre a decomposição deste valor: qual o peso da componente cilindrada, qual o peso da componente ambiental, qual o peso dos novos, qual o peso dos usados importados, qual o peso dos veículos de passageiros, dos de mercadorias e de outras classes. Há algumas estatísticas disponíveis mas não são descriminadas o suficiente.
Sem esses dados é difícil fazer uma análise justa e perceber qual o impacto financeiro que esta alteração teria na cobrança do imposto.
De qualquer forma, fiz uma pequena extrapolação, dividi a receita bruta de ISV pelo número de veículos ligeiros (ou seja, não inclui outros veículos como motas) matriculados:

Conforme se pode ver, a receita de ISV por veículo matriculado tem vindo a descer, mesmo com a mudança do cálculo de 2016 para 2017, quando se retirou a componente CO2 do desconto da idade, o aumento não foi substancial (3%).
É conhecida a política financeira do actual governo - redução do défice, através do aumento ou estabilização da receita fiscal e do desinvestimento. Se o governo aceitasse mudar a fórmula de cálculo, a receita por veículo ainda poderia descer mais. Mais uma vez, sem conhecer os dados detalhados, é difícil saber a proporção do impacto.
Também é muito importante perceber que a receita fiscal não é só afectada em sede de ISV - o IVA é também uma fonte de receita significativa.
Num importado usado, o IVA é normalmente cobrado na origem, num nacional, o IVA é cobrado em Portugal. Em 2018 foram matriculados 273.000 carros novos. Assumindo um valor médio (conservador) de 20.000€ por veículo, estamos a falar de 1.255M€ de IVA. Imaginemos que, se o cálculo fosse mudado, transferimos mais 10.000 automóveis dos novos para os importados usados - são mais 46M€ "perdidos" de IVA.

Tudo indica que o PS ganhará as eleições legislativas em Outubro de 2019 pelo que, a ter em conta o último comunicado e o que expus acima, a haver alguma alteração, será apenas daqui a alguns anos, quando e se obrigado pelo Tribunal de Justiça da UE (TJUE) - ao ler o comunicado entendo que o estado português irá a tribunal com a Comissão Europeia, para defender a sua posição.
A Comissão Europeia pode demorar mais um ano para preparar e enviar o processo para tribunal. O TJUE demora em média 2 anos para decidir. É um prazo de, no mínimo, 3 anos. Uma legislatura dura 4 anos, se me faço entender.
Este é um dos cenários possíveis.

O outro cenário é o governo acatar a "recomendação" da Comissão Europeia.
Face ao exposto acima, iria quase de certeza haver perda de receita.
Aliás, a perda de receita, mesmo sem alterações na fórmula de cálculo, parece ser uma tendência, como demonstrei acima.
Podemos estabelecer um paralelismo com as metas de CO2 que os fabricantes automóveis têm que cumprir: a média das emissões de CO2 de todos os veículos novos tem que baixar nos próximos anos por imposição da UE. Muitas vezes apenas se consegue essa descida com recurso a motores com menos cilindrada, quer isto dizer que, a receita de ISV será afectada nas duas componentes, a ambiental e a da cilindrada.
Como pode então o governo recuperar a receita? Transfere a carga fiscal do ISV para outro imposto (o IUC, por exemplo) ou, "actualiza" as taxas do ISV.
A acontecer isto, será de esperar que aconteça depois das eleições legislativas, no Orçamento de Estado para 2020, para que haja tempo para depois dissipar o impacto negativo na opinião pública. O WLTP seria um motivo válido para tal.

Claro que pode nem acontecer nada dentro do que descrevi acima. Se fosse possível prever o futuro, não o faria com certeza aqui. :)
Mas, espero que pelo menos possa contribuir para que se mantenha informado sobre este assunto.

Dúvidas, questões, comentários? Use a caixa de comentários mais abaixo.

28.05.2019. 12:32

Ana Coelho em 31.01.2020. 14:06

Antes demais peço desculpa porque não tinha lido o que me indicou e agradeço toda a informação que prestou.

Obrigado.

FD em 27.01.2020. 15:23

@Salvador em 27.01.2020. 14:53

Não sei se estamos a falar do mesmo.
Para evitar confusões, vou fazer um pequeno resumo. :)

Só tem direito à isenção do ISV e do IVA antes do imposto ser cobrado, isto é, antes do carro ter matrícula portuguesa.

Se comprar um novo (não matriculado) em Portugal, tem direito à isenção.
Se comprar um semi-novo (matriculado) em Portugal, não tem direito à isenção.

Se comprar um novo, semi-novo ou usado na Alemanha tem direito à isenção de ISV.
Se conseguir não pagar o IVA na Alemanha (difícil), tem direito à isenção do IVA em Portugal.
Se não conseguir não pagar o IVA na Alemanha, não tem direito à isenção do IVA "alemão" apesar de não lhe ser cobrado o IVA em Portugal.

Salvador em 27.01.2020. 14:53

Sim, eu neste caso estou a falar em Portugal. A questão aqui seria relativa ás viaturas em stock dos stands. Por norma um carro de serviço tem poucos kilometros e sempre sao um pouco mais baratos. No entanto tinha duvidas relativamente aos descontos neste tipo de situaçoes, tendo em conta que sao carros já matriculados, se tenho direito a ambos os descontos ou nao.

FD em 27.01.2020. 14:44

@Salvador em 27.01.2020. 14:18

Do que li da legislação, não há distinção entre novos e usados.
Não se esqueça é que se pagar o IVA na Alemanha (ou onde for), a isenção desse IVA nada tem a ver com a legislação portuguesa.
Regra geral, só pode usufruir da isenção de IVA em Portugal.

Pondere bem a compra no estrangeiro se tiver direito à isenção - normalmente, o preço base (o que paga com a isenção) é sempre mais baixo em Portugal, compensando a compra em território nacional.

Salvador em 27.01.2020. 14:18

Tenho uma duvida relativamente aos descontos, o desconto de IVA e ISV tambem se aplicam a carros semi novos? ou seja, ate 6000 km ou 6 meses?

Obrigado

FD em 22.01.2020. 14:09

@Salvador em 22.01.2020. 12:19

Sim, também se aplica.
Tem é que convencer o vendedor alemão a não cobrar o IVA e a vender um carro novo para Portugal (algumas marcas não gostam de concorrência entre países e não autorizam os concessionários a vender a cidadãos de outros países).

Salvador em 22.01.2020. 12:19

Tenho uma questão relativa á importação de um carro NOVO. a isenção de IVA e ISV (ate 7800 euros) tambem se aplica se importar o carro da alemanha ao stand?

FD em 13.01.2020. 10:22

@Joao Lavado em 13.01.2020. 09:02

São situações diferentes e independentes.

Todos os anos as taxas de ISV são actualizadas no Orçamento de Estado, normalmente com base na inflação.
Costuma acontecer na passagem do ano mas este ano como houve eleições em Outubro, esse processo atrasou-se, como seria de esperar, e só vai ser concluído em Março/Abril de 2020.
É um processo normalíssimo, recorrente e sem qualquer tipo de excepção.
O simulador para 2020 tem em conta essas taxas actualizadas constantes da proposta do OE mas, como lá diz, parece haver um erro em algumas tabelas, erro esse cuja correcção ainda não foi divulgada, daí que em alguns casos existe uma descida do imposto mas, face à minha ignorância em relação ao erro (ninguém sabe qual é o erro), não sei dizer se essa descida é ou não decorrente do erro.

Por outro lado, sem qualquer tipo de relação directa ou indirecta com este processo anual de actualização das taxas, temos esta questão do desconto da idade em importados usados da UE que não tem em conta a componente ambiental.
Este é um processo único, que em princípio só vai ocorrer uma vez e que não está concluído nem é de esperar que esteja concluído tão cedo.
A consequência deste processo pode levar à baixa do valor do ISV a pagar mas as taxas (CO2 e cilindrada) permanecerão as mesmas, o que pode acontecer é que a taxa que incide sobre o CO2 poderá ter um desconto conforme a idade do carro se importado da UE.

Resumindo: não espere baixas significativas no ISV tão cedo.
O simulador para 2020 pode apresentar erros (que não são da minha responsabilidade) pelo que não é aconselhável basear-se no mesmo se a simulação der um valor substancialmente mais baixo que em 2019 (não é suposto acontecer haver baixas significativas).
No processo de tomada de decisões, assuma que o valor de ISV para 2020 é um pouco mais elevado que o de 2019.

Joao Lavado em 13.01.2020. 09:02

Bom dia,

Neste texto, o auto cita que nao espera qualquer alteracao no ISV uma vez que o estado mantem a sua posicao face ao ISV e às ameacas da UE.

No entanto, no simulador ISV 2020 (https://impostosobreveiculos.info/isv/simulador-isv-2020/#principal), apresenta um novo calculo com valores mais baixos dizendo que o calculo é com base na propoasta de Orcamento do Estado 2020.

Conseguem-me esclarecer e clarificar o ponto da situacao?

Obrigado

FD em 23.12.2019. 11:29

@José Luís Correia em 20.12.2019. 22:44

A AT não lhe deverá fazer qualquer reembolso.

José Luís Correia em 20.12.2019. 22:44

Boa noite, em Março deste ano adquiri num stand uma Renault Scénic III 1461cc e 105 de g/km CO2 de Maio 2014 matrícula portuguesa importada da Alemanha, o valor do IUC é de 146,79€ e sendo o veículo com a sigla ECO2 da marca, somos o povo que tem que pagar e não reclamar, porque os veículos do Estado e a sua maioria de luxo, somos todos nós que pagamos neste xulos impostos, ainda por cima o atual governo ignora por completo o aviso da UE em baixar este imposto.
já no ISV suponho que paguei no acto da compra, não reparei nessa linha quando o carro estava em exposição, mas segundo uma simulação que fiz, o valor é de 1 875,93€, será que terei esse valor de retorno se o paguei?
já enviei um parecer à Autoridade Aduaneira para onde fui recomendado pelo portal das Finanças, estou a aguardar a resposta da mesma.

Obrigado e boas festas para todos
Obrigado

FD em 17.12.2019. 15:11

@FERNANDO MACHADO em 16.12.2019. 22:20

Hoje, as regras são as que cita.
Em 2017, não eram essas as regras.

Em 17 de Março de 2017 (data em que deve ter concluído o processo de legalização), esse artigo era assim:

Artigo 50.º
Ónus de tributação residual
1 - Sempre que os veículos que beneficiem das isenções a que se refere o presente capítulo sejam transmitidos, em vida ou por morte, e depois de ultrapassado o período de intransmissibilidade, a pessoa relativamente à qual não se verifiquem os respectivos pressupostos, há lugar a tributação em montante proporcional ao tempo em falta para o termo de cinco anos, segundo as taxas em vigor à data da concessão do benefício, ainda que a transmissão se tenha devido à cessação da respectiva actividade.
2 - A isenção concedida a veículo adquirido em regime de locação financeira não dispensa a tributação prevista no número anterior, sempre que o locatário proceda à devolução do veículo ao locador antes do fim do prazo de cinco anos, sendo ambos solidariamente responsáveis pelo pagamento da dívida.
3 - O ónus de tributação residual previsto no n.º 1 do presente artigo, bem como o ónus de intransmissibilidade previsto no artigo 47.º, são registados nos documentos dos veículos pela autoridade competente, sendo nula a transmissão de veículo sobre os quais os mesmos incidam, sem prejuízo da sua extinção pelo decurso do respectivo prazo ou pelo pagamento do imposto.

Como pode ver, a excepção dada ao artigo 58.º não existia na altura em que fez a legalização.
Nestes casos, a Autoridade Tributária e Aduaneira pode fazer as coisas de duas formas diferentes: aplica a lei que estava em vigor aquando da legalização ou, aplica a lei que está em vigor agora.
Normalmente, do que sei, aplica o que estava em vigor mas, é uma questão que tem que ser vista caso a caso. Se a lei mudou foi porque houve razões para isso, que tanto eram válidas em 2017 como são válidas hoje. Porém, se a AT decidir pelo pior para si, só recorrendo a tribunal é que pode contrariar essa decisão (e terá que ter argumentos válidos para isso).

FERNANDO MACHADO em 16.12.2019. 22:20

Boa noite,

Legalizei um Peugeot 308CC 2.0HDI de 163cv com isenção do ISV devido a uma mudança de residencia de França para Portugal (data da 1a matricula em PT é 2017-03-17). Tudo se passou muito bem, mas hoje tenho como objetivo vender o carro mas queria tirar a limpo de uma vez por todas a questão de ter de guardar o carro 5 anos em meu nome para nao pagar o proporcional ao tempo restante. EX: calculo ISV 2019: 8038.69€, dividindo por 5 anos uma média de 1600€/ano; o aue levaria a pagar ao fisco 3200€ (montante correspondente aos 2 anos que me faltariam para perfazer os tais 5 anos)

Ora no Artigo 50.º _ Ónus de tributação residual

"1 – Sempre que os veículos que beneficiem das isenções a que se refere o presente capítulo, com exceção dos abrangidos pelo regime previsto no artigo 58.º, sejam transmitidos, em vida ou por morte, e depois de ultrapassado o período de intransmissibilidade, a pessoa relativamente à qual não se verifiquem os respetivos pressupostos, há lugar a tributação em montante proporcional ao tempo em falta para o termo de cinco anos, segundo as taxas em vigor à data da concessão do benefício, ainda que a transmissão se tenha devido à cessação da respetiva atividade. (Redação dada pela Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro)"

Quando eles falam dos abrangidos pelo artigo 58° , estão a falar dos que beneficiam da isenção do ISV por transferencia de residencia:

1 – Sempre que os veículos que beneficiem das isenções a que se refere o presente capítulo, com exceção dos abrangidos pelo regime previsto no artigo 58.º, sejam transmitidos, em vida ou por morte, e depois de ultrapassado o período de intransmissibilidade, a pessoa relativamente à qual não se verifiquem os respetivos pressupostos, há lugar a tributação em montante proporcional ao tempo em falta para o termo de cinco anos, segundo as taxas em vigor à data da concessão do benefício, ainda que a transmissão se tenha devido à cessação da respetiva atividade. (Redação dada pela Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro)


Ora em que ficamos? Terei algo a pagar ou não concretamente???

Obrigado desde ja pela atenção.

FD em 05.12.2019. 11:40

@Pedro em 04.12.2019. 22:01

O procedimento em 2016 foi fazer cumprir a exigência da Comissão Europeia e ao mesmo tempo criar um método diferente de fazer o cálculo (eliminou-se o desconto da idade na componente ambiental).
Não há grandes variações de 2016 para hoje: o governo e os governantes são os mesmos, as condições do mercado são iguais, o clima económico e as exigências fiscais de receita mantêm-se - se nada mudou, a estratégia também não deverá mudar.

Com isto não quero dizer que a componente ambiental não passe a ter o desconto da idade.
O que quero dizer é que poderá ser criada outra "fórmula" para manter a receita, que até pode ser mais penalizadora para todos - novos e usados.
A única diferença aqui é que, tal como aconteceu no ano passado, pode haver uma maioria negativa em relação a essa nova "fórmula".
No OE do ano passado, houve alterações propostas ao ISV que não passaram na votação da especialidade, por causa dessa mesma maioria negativa.
A ver vamos.

Pedro em 04.12.2019. 22:01

Dadas as novidades de Novembro 2019, continua a achar que o valor de ISV vai-se manter?

FD em 09.10.2019. 13:01

@Paulo Pinto em 09.10.2019. 10:21

A deficiência tem que ser motora.
Se essa deficiência se aplica no seu caso, pode usufruir da isenção.

Pode ver os requisitos completos aqui: Artigo 54.º do Código do ISV.

Paulo Pinto em 09.10.2019. 10:21

Bom dia
Tenho um filho que tem a patologia do autismo e como tal tem a incapacidade mínima atribuída de 60% de deficiência, estamos a pensar em adquirir um veículo usado na Alemanha, e colocar em nome dele, a minha dúvida é se também nesta situação ele beneficia da isenção de ISV até ao valor máximo de 7800€ e 160grs de C02.
Cumprimentos

Rui Santos em 03.10.2019. 15:38

Boa tarde,
No caso de importação de veículos clássicos, não tendo informação do valor de CO2 no Certificado de Conformidade, o valor de CO2 pode ser obtido por uma inspeção automóvel?
Obrigado.
Cumprimentos,
Rui Santos

FD em 30.09.2019. 13:18

@Fernandes em 29.09.2019. 18:28

Faça a simulação usando o simulador de ISV.

Fernandes em 29.09.2019. 18:28

Alguém me sabe dizer quanto fica legalizar um Mercedes class A de janeiro 2017 francês , 1991cc gasóleo ?

FD em 02.08.2019. 10:07

@Jorge Monteiro em 02.08.2019. 08:55

As medições das emissões são feitas em "fábrica", não há medições feitas em Portugal.

O que acontece é que há versões diferentes consoante os países.

O caso da S-Max pode ser especial.
Portugal tem uma categoria fiscal especial para os automóveis (carrinhas) fabricados em Palmela.
Essa categoria, como não pode beneficiar unicamente os automóveis fabricados em Portugal por causa das regras anti-concorrência da UE, beneficia todos os automóveis com pelo menos 7 lugares, peso bruto superior a 2.500kg e sem 4x4 (características "únicas" da Sharan/Alhambra/Galaxy).
É possível, estou apenas a especular, que a S-Max "portuguesa" seja alterada para cumprir estas condições (o peso bruto em concreto) e, em consequência disso, apresenta valores de medições diferentes de todos os outros países.

Se puder explicar melhor a sua situação e o contexto poderei ajudar melhor.

Jorge Monteiro em 02.08.2019. 08:55

Dúvida sobre valores indicados pelos fabricantes.
Exemplo de veículo vendido (Ford S Max 2000cc Automática 150Cv) em qualquer outro país com indicação do fabricante de 139g co2.
Segundo a nova norma de medição qual será o valor "atribuído, medido", pela norma, para Portugal.

A pergunta parece disparatada, uma vez que temos valores apontados pelo próprio fabricante, mas quando perguntamos a um representante da marca em Portugal responde com outros valores bem mais altos.
Obrigado

FD em 29.07.2019. 10:02

@Islam em 28.07.2019. 23:10

Please use the calculator: simulador ISV 2019.

Islam em 28.07.2019. 23:10

Dear Sir / Madam,

I want to import Mercedes C-200 2017 petrol with 25000 KM from UK to Portugal.
Engine size 1991 CC and the CO2 is 135, could yu please calculate how much I would pay for ISV and IUC taxes.

Thanks,

FD em 14.07.2019. 13:35

@Odete em 14.07.2019. 10:04

Leia por favor: IVA na importação de carros ou motos.

Odete em 14.07.2019. 10:04

Aquiri um carro electico usado em Rspanha, paguei la o Iva para o trazer cheguei cá e para o conseguir legalizar o IMT obrigou-me a pagar o Iva ca, isto é legal? Ou seja Iva em duplicado? ??
Obrigado, onde posso reclamar preciso de ajuda...

FD em 23.06.2019. 21:37

@Vítor em 23.06.2019. 20:00

Faça o cálculo aqui: simulador ISV.
Mais informações sobre a importação de clássicos: impostos (ISV/IUC) na importação para Portugal de um carro antigo (clássico).

Vítor em 23.06.2019. 20:00

Podem me dizer estou para comprar um citroen cx 2200 de 1974 quanto vou pagar para legalizar e quanto vai ser o selo obrigado

FD em 22.06.2019. 16:34

@Duarte em 22.06.2019. 15:53

Essas regras são "antigas", já existem regras novas, é uma questão de ler o que está no endereço que coloquei antes.

Duarte em 22.06.2019. 15:53

Nuno Costa, se regressou pode legalizar gratuito desde que o veiculo estivesse em seu nome no estrangeiro ha mais de 1 ano, desde que peça na embaixada portuguesa um comprovativo do regresso definitivo e depois vai ter mais uma serie de procedimentos que desconheço, mas penso que tem de ter o carro 5 anos sem o poder vender e apenas voce ou familiares directos o podem conduzir.

FD em 04.06.2019. 21:53

@Nuno Costa em 04.06.2019. 21:19

Leia por favor: importação de veículos.

Nuno Costa em 04.06.2019. 21:19

Bim dia,

Tenho um carro francês, que queria nacionalizar o carro.
Gostava de fazer os passos a seguir, e ja li que e gratuito visto que regressei ao pais.

Obrigado pelas informações.

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